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segunda-feira, 18 de julho de 2011

DST - Doenças Sexualmente Transmissíveis

DST

O perigo é real e se vocé não cuidar, pode atingir em cheio a sua vida. Mais que em prazeres momentâneos e relacionamentos casuais, você deve pensar que felicidade é uma coisa que se constrói com controle próprio e firmeza de caráter.
Você ja conheceu alguém obcecado pelos temores sobre o futuro?
“Então, qual o resultado dos exames?”, ela perguntou com um riso nervoso, ao sentar-se diante de minha mesa no consultório. Uma moça bonita, com cabelos ruivos ondeados, um sorriso pronto, e risonhos olhos castanhos, viera a meu consultório duas semanas atrás, solicitando uma prescrição de anticoncepcionais. Ela admitiu ter tido mais de um parceiro sexual no passado, mas não pareceu preocupada quando mencionei que isso a tornava vulnerável às doenças sexualmente transmissíveis.

“Eu apenas dormi com esse rapaz algumas vezes”, ela disse meneando a cabeça. “Não sou uma “perdida” ou algo semelhante, você sabe”. Por fim, ela consentiu em fazer o teste de HIV e de gravidez, “apenas por cautela”.

Agora ela voltara ao consultório para conhecer os resultados e minha voz tremeu um pouco ao calmamente dizer: “Eles deram positivo”.

“O que significa positivo? Você quer dizer que estou grávida?” ela disse em um tom de descrença.

“Sim, você está grávida”, eu respondi, então depois de uma pausa, prossegui, “mas também positiva para o HIV”. Ao ouvir essas trágicas palavras, o mundo dessa jovem, tão cheio de promessas e esperança, ruiu. Aqueles belos olhos, que um momento atrás cintilavam de alegria pela vida e juventude, se encheram de lágrimas, e um gemido contido, quase animal, rompeu de seus lábios, “Nãããooo!”

Gostaria que essa fosse uma experiência isolada, mas a cada dia em centenas de consultórios médicos e clínicas ao redor do mundo, ocorre a mesma cena.

Milhares de adolescentes, de ambos os sexos, estão tomando consciência de que, devido a alguns momentos de prazer proibido, estarão enfrentando uma possível batalha, para toda a vida, com as doenças sexualmente transmissíveis e suas conseqüências. Centenas de adolescentes estão tendo de tomar a decisão sobre uma gravidez indesejada e inesperada, enquanto ao mesmo tempo têm de lidar com os efeitos físicos e psíquicos das doenças sexualmente transmissíveis. A revolução sexual dos anos 60, gerou, na virada do século, uma epidemia de doenças sexualmente transmissíveis, incluindo a AIDS. O que foi proclamado como “amor livre” resultou apenas em tristeza e vidas quebrantadas, e não em liberdade.

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são infecções transmitidas de um indivíduo a outro pelo contato sexual. As doenças mais comuns são a AIDS, clamídia, gonorréia, herpes simples, papiloma (verruga genital), doença inflamatória da pélvis, sífilis e hepatite B. Há, pelo menos, 50 enfermidades identificadas com as DSTs. Toda pessoa sexualmente ativa pode contaminar ou ser contaminada pelas DSTs.

Os dados no início do novo milênio são alarmantes. Cerca de 12 milhões de americanos, 86% dos jovens na faixa dos 15 aos 25 anos, têm uma DST. Até o vigésimo primeiro aniversário, um quinto dos jovens foram tratados contra uma DST. O vírus de imunodeficiência humana (HIV), sozinho, já infectou, pelo menos, 24 milhões de pessoas no mundo. Na África atingiu proporções pandêmicas. Mais de um milhão de pessoas nos Estados Unidos são positivas para o HIV, das quais estima-se que a metade contraiu o vírus na adolescência, em acréscimo a uma estimativa de 1,1 milhões de casos de gonorréia, 3 milhões de casos de tricomoníase, e 4 milhões de casos de clamídia. A pesquisa sobre a AIDS custa $1,3 bilhões de dólares por ano nos Estados Unidos. O custo anual das DSTs para a sociedade americana é estimada em pelo menos $5 bilhões.

O sofrimento humano resultante de uma infecção por DST é muito pior do que o custo financeiro. As doenças sexualmente transmissíveis têm destruído muitos lares, rompido relacionamentos e causado um constrangimento incalculável às vítimas. Têm deixado crianças órfãs, viúvas e casais sem filhos. O sofrimento físico causado é apenas excedido pelo trauma emocional e estigma social algumas vezes associados às DSTs. As doenças sexualmente transmissíveis, especialmente a AIDS, equivalem em nossos dias à lepra.

Embora haja muitas doenças sexualmente transmissíveis, as onze mais comuns podem ser divididas em duas categorias pela forma primária de transmissão. As primeiras sete, clamídia, inflamação da pélvis, HIV/AIDS, gonorréia, hepatite B e sífilis, são geralmente transmitidas pelo contato dos fluídos do corpo de uma pessoa infectada, como o sêmen, muco ou sangue, com as membranas mucosas do colo ou uretra, ou com ferimentos. Contatos casuais como o aperto de mãos são considerados seguros. As outras quatro, verrugas genitais, herpes simples, molusco contagioso e cancróide são transmitidos ao tocar as lesões ou uma pessoa infectada. Algumas doenças, como a sífilis e o HIV, podem ser transmitidas da mãe para o feto.

Não há como saber se a pessoa está infectada por uma DST apenas por sua aparência, já que raramente há indícios externos, mesmo nas partes mais íntimas. Muitas vezes, quando uma lesão genital, dor pélvica ou excreção do pênis é notada, já é muito tarde. A enfermidade já foi transmitida, e possivelmente retransmitida várias vezes.

Portanto, como uma pessoa pode saber se foi contaminada por uma DST? Quais são os sinais e sintomas? Infelizmente, na maioria dos casos, como mencionado antes, pode não haver indícios físicos imediatos. A seguir encontram-se alguns indícios e sintomas associados com a maioria das DSTs mais comuns.

Clamídia e gonorréia.
Os sintomas dessas duas enfermidades são muito parecidos em sua apresentação. Nas mulheres, dor durante a relação sexual ou ao urinar, normalmente excesso de menstruação ou períodos irregulares, secreção incomum, ou dor na pélvis. Os homens percebem dor ao urinar, dor nos testículos ou corrimento uretral purulento do pênis.

Herpes simples. Procure bolhas cheias de fluído no tecido genital que logo se rompem, deixando úlceras superficiais. Essa pode ser uma condição muito dolorosa. As lesões voltam ao normal espontaneamente em 12 dias, mas tendem a voltar.

Condiloma acuminado (Verrugas Genitais). Notada por lesões achatadas ou volumosas na pele que coça.

Molusco contagioso. Os sintomas incluem lesões pequenas, lustrosas, arredondadas, salientes, contendo material esbranquiçado, e em todas as partes do corpo. A preocupação principal com essa condição é que as lesões podem ser infectadas por bactérias.

Cancro mole. Úlceras grandes e dolorosas na pele genital pode ser um indício dessa enfermidade.

Hepatite B. Fatiga, icterícia, dores no corpo e aumento do fígado são alguns dos sinais de advertência da ocorrência de hepatite B.

Enfermidade inflamatória da pélvis. Febre e tremores, dor abdominal e náuseas são os indícios dessa enfermidade.
Sífilis. Cancro (úlceras indolores), nódulos linfáticos aumentados (íngua), erupções cutâneas e áreas com calvície são indícios dos estágios iniciais. Nos estágios finais, pode haver danos neurológicos e vasculares.

HIV/AIDS. Nos estágios iniciais pode-se notar sintomas como gripe, com febre, tremores e dores pelo corpo. A pessoa contaminada pode desenvolver infecções fúngicas ou herpes zoster. Uma vez que a AIDS se desenvolve a pessoa fica suscetível a infecções agressivas tais como pneumonia e pode desenvolver cânceres, demência e outras desordens neurológicas. A pessoa pode viver meses ou anos antes de saber que está contaminada. Por algum tempo os exames de sangue podem ser negativos, embora o vírus esteja presente e seja transmitido aos parceiros sexuais.

No caso de suspeita da presença desses sintomas de doenças sexualmente transmissíveis, procure imediatamente um médico. Pode ser muito constrangedor na ocasião, mas é melhor passar por esse constrangimento agora do que arcar com as conseqüências de não buscar o tratamento. A maioria das doenças sexualmente transmissíveis pode ser tratada com eficácia mediante o uso de antibióticos e outras medicações, se feito no início do processo da enfermidade. Mesmo o tratamento para o HIV ou AIDS está sendo muito promissor. Mas mesmo os profissionais de saúde não poderão ajudá-lo se você não buscar ajuda.

A despeito das estatísticas alarmantes de que temos conhecimento e das complicações perigosas das DSTs, a boa notícia é que ninguém precisa sofrer desses tipos de enfermidades. Na maioria dos casos, salvo nos casos onde a contaminação se dá pelo estupro, ferimentos acidentais com agulhas ou transfusão com sangue contaminado, as DSTs podem ser totalmente prevenidas. Não estamos nos referindo aqui a preservativos. Estes diminuem o risco da contaminação, mas não são totalmente seguros. Até mesmo imperfeições microscópicas podem permitir a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. A única forma totalmente segura de evitar essas enfermidades é a abstinência da atividade sexual. Isso inclui não apenas a relação sexual, mas também contato genital com as mãos, contato de genitália com genitália e sexo oral. Nada além da total abstinência antes do casamento elimina o risco de contrair DSTs, que podem mudar tragicamente a vida de uma pessoa para sempre. Lembre-se, quando se deitar com uma pessoa, não importa quão bem você pense que a conheça, estará se deitando também com todas as pessoas com quem ela se deitou antes. Realmente vale a pena arriscar?

Mas e se você for sexualmente ativo e ficou assustado com esta matéria? E se você entende que errou e se sente esmagado pela culpa? Onde pode buscar ajuda?

A primeira pessoa a quem você deve buscar é Jesus. Ele promete “o que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora” (João 6:37). Ele o ama muito e deseja confortá-lo, mitigar seus temores e lançar fora sua culpa. Ele o tornará em uma nova pessoa. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1:9). Não espere mais para permitir que Ele viva em sua vida.

Já mencionei a importância de procurar um médico se desconfiar que contraiu alguma DST. Outra pessoa que pode ajudá-lo é seu pastor, o conselheiro da escola ou outro adulto de confiança. O mais importante é conversar com seus pais. Você poderá surpreender-se com a compreensão deles. Talvez você descubra que eles já enfrentaram as mesmas questões e dilemas.

O sexo em um relacionamento de confiança, dentro do casamento, é uma das dádivas mais belas que Deus nos concedeu. É algo festivo, algo a ser celebrado, a ser protegido. Ele sela os laços entre marido e mulher e torna-se melhor a cada ano. Deus sabia o que estava fazendo quando ordenou: “Não adulterarás” (Êxodo 20:14). Ele sabia que o sexo fora do casamento iria apenas provocar tristeza, lares separados e corpos destruídos. Infelizmente, a cada dia em nossa sociedade, vemos os resultados da rejeição da humanidade a esse mandamento.

Enfrentamos escolhas a cada dia, escolhas que têm o potencial de afetar a nossa saúde e felicidade futuras. A escolha de se tornar sexualmente ativo ou não é uma das decisões mais importantes que devemos fazer. É também uma das mais difíceis, especialmente quando há pressão do/a namorado/a a quem amamos muito. Mas lembre-se, não importa o que, a escolha é sua. Faça escolhas pensadas hoje. Escolha esperar. Ao longo do caminho você não irá se arrepender.
Fonte: estiloja.com

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