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domingo, 3 de julho de 2011

Comportamento: Estilo de vida adventista não é igual a veganismo



Tenho notado cada vez mais nossos irmãos e irmãs em Cristo utilizarem o termo “vegan” ou “vegano” para definir sua dieta alimentar. Alguns até mesmo se autodenominam vegans dizendo: “Sou vegan” ou “tornei-me vegan”. Alguns livros de nosso meio religioso também trazem no título essa palavra. No entanto, preocupa-me muito o fato de adotarmos esse termo para definir nosso estilo alimentar por uma série de razões. Vou expor minha opinião.

Antes de mais nada, veja as definições de “vegan” que encontrei numa rápida pesquisa na Internet:

“Veganismo é uma filosofia de vida motivada por convicções éticas com base nos direitos animais, que procura evitar exploração ou abuso dos mesmos, através do boicote a atividades e produtos considerados especistas” (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Veganismo).



“‘Vegan’ denomina um modo de vida que procura reduzir ao máximo a exploração de animais e, por consequência, adota uma dieta vegetariana estrita – eliminando carnes, ovos, leite e derivados da alimentação; eliminando o uso de artigos de couro do vestuário; evitando comprar produtos que envolvam testes desnecessários em animais etc. A pessoa que adota esse modo de vida também é chamada de ‘vegan’” (fonte: http://veganbrasil.com.br/tag/definicao).

Os adeptos ao veganismo são pessoas que, não conformadas com a morte ou os maus tratos a que os animais são submetidos, decidem tornar-se vegetarianas estritas. Ou seja, não fazem uso de produtos animais, porém, fazem uso das bebidas à base de cafeína, do fumo, dos refinados, dos aditivos químicos, enfim, tudo o mais que não seja de origem animal, quer saudável ou não. Além disso, essas pessoas fazem parte de um movimento ativista que combate a exploração dos animais por meio de manifestações, protestos, boicotes e outras atividades, dentre elas, algumas ilegais.

Como filha do Criador do Universo, sou responsável por Sua criação e criaturas. Devo proteger e defender a natureza em tudo que estiver ao meu alcance. Porém, da forma como Jesus agiria – que certamente não inclui manifestações sarcásticas, boicotes e atividades ilegais. Ao identificarmos nossa dieta como “vegan”, não estamos apenas dizendo que não consumimos produtos animais, mas também que aceitamos (embora não diretamente) todas as outras coisas que esse termo engloba.

Os adeptos ao veganismo deixam bem claro o motivo que os leva a se tornarem vegetarianos estritos: a proteção dos animais. Embora acredite ser meu dever zelar pela criação de Deus, essa não é a motivação para me tornar vegetariana estrita. Qual seria ela então? Para ter qualidade de vida? Ter saúde em abundância? Viver mais tempo? Economizar na farmácia? Creio que esses sejam bons motivos para alguém que não crê em Deus. Mas para mim – para nós – a motivação deve sempre ser ADORAÇÃO. Adoração ao nosso Criador que sabe o que é melhor. Que dedicou tempo para instruir Sua mensageira Ellen White para revelar ao povo do tempo do fim (nós) o que deveria ser feito a fim de se ter mente clara para discernir entre o bem e o mal. Ao decidirmos obedecer a Seus conselhos (que na verdade são ordens) revelados na Bíblia, e mais especificamente para o nosso tempo, no Espírito de Profecia, dizemos: “Senhor, creio que Tu és onisciente e digno de minha inteira obediência. Decido hoje seguir os Teus conselhos. Confio que Tu me darás poder para fazer a Tua vontade.”

Queridos amigos, por algum tempo tentei seguir os conselhos do Espírito de Profecia apenas para ter boa saúde e livrar-me de doenças. Confesso que esse tempo foi o mais infeliz da minha vida, pois achava um tremendo sacrifício deixar todas as coisas “gostosas” que estava acostumada a consumir para seguir uma dieta natural. Mas depois que compreendi que isso é um ato de adoração (ver 1Co 6:19, 20; 10:31, além dos escritos de Ellen White sobre o tema), houve uma mudança radical em minha vida. Comecei a pedir a Deus poder para mudar meu paladar para obedecer com prazer à Sua vontade. Aos poucos, Deus me transformou e está transformando a cada dia. Ao me deparar com uma tentação, não fico me lamentando mais como era bom comer isso ou aquilo. Penso que minha escolha de abster-me de certos alimentos e hábitos está agradando ao Pai que Se importou em me instruir sobre a melhor alimentação para suportar o tempo que JÁ estamos vivendo HOJE – o fim do tempo do fim!

Assim, não me considero vegan, nem macrobiótica, nem naturalista. Sou ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA. Somos diferentes de todos esses grupos por uma razão em especial: a motivação que nos leva a seguir essa dieta – que não inclui salvar animais, nem obter vida melhor, nem ter mais saúde, mas sim adorar ao Criador pela obediência a todos os Seus preceitos (saúde, vestuário, guarda da lei, enfim) através do poder que Ele promete conceder a todos os que pedirem com fé e sinceridade de coração.

Somos pessoas que buscam em Cristo fazer parte do povo de Apocalipse 14:12 – os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus. Guardar as leis físicas, as leis de saúde, também é obedecer aos mandamentos de Deus. “Homens e mulheres não podem violar a lei natural mediante a satisfação de apetites pervertidos e de concupiscentes paixões, sem que transgridam a lei de Deus. [...] E movido de amor e piedade para com a humanidade, faz com que incida a luz sobre a reforma de saúde. Ele publica a Sua lei e a pena que acompanhará a transgressão da mesma a fim de que todos saibam, e cuidem em viver em harmonia com a lei natural. [...] Tornar patente a lei natural e insistir em que se lhe obedeça, eis a obra que acompanha a terceira mensagem angélica, a fim de preparar um povo para a vinda do Senhor” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 161 – leia o capítulo inteiro!).

Tenho certeza de que Deus concederá força a todo aquele que buscar de coração viver a Sua única e exclusiva dieta, ou devo dizer, estilo de vida (os oito remédios naturais), como instrumento para ajudar a fortalecer a nossa fé e comunhão com Cristo.

Para finalizar, duas citações para nossa reflexão:

“Todo aquele que violar as obrigações morais na questão de comer e vestir-se, prepara o caminho para violar as reivindicações de Deus com respeito a interesses eternos. Nosso corpo não nos pertence. Deus requer que cuidemos da habitação que nos deu, a fim de que possamos apresentar nosso corpo a Ele, como sacrifício vivo, santo e agradável. Nosso corpo pertence Àquele que o fez, e temos o dever de obter um conhecimento acerca da melhor maneira de preservar da ruína a habitação que nos deu. Se debilitarmos o corpo pela condescendência, contemporizando com o apetite, e vestindo-nos segundo as modas prejudiciais à saúde, a fim de estar em harmonia com o mundo, tornamo-nos inimigos de Deus” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 61-63).

“Adão e Eva caíram por causa de apetite intemperante. Cristo veio e resistiu a mais feroz tentação de Satanás e, a favor da humanidade, venceu o apetite, mostrando que o homem pode vencer. Como Adão caiu pelo apetite e perdeu o Éden feliz, os descendentes de Adão podem, por Cristo, vencer o apetite e pela temperança em todas as coisas recuperar o Éden” (Ibid., p. 161, 162).

Que Deus nos abençoe!

Por Karina Carnassale Deana

Publicado originalmente em Saúde e Família.

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