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domingo, 26 de junho de 2011

Açúcar - Mocinho ou Vilão?


Branquinho, soltinho, fininho, doce e muito gostoso. Só mesmo o açúcar para reunir tantas qualidades e ser tão irresistível aos olhos e, principalmente, ao paladar. Mas o seu consumo tem restrições. O açúcar ou a sacarose é um carboidrato formado por glicose + frutose, é reconhecido por sua característica de palatabilidade, ou seja, de tornar os alimentos saborosos. "Mas com relação à importância nutricional, ele pode ser abolido do cardápio sem nenhum prejuízo para a saúde, pois ingerimos muitas outras formas de carboidratos em nossa dieta e, estes, sim, são fundamentais", afirma Ellen Simone Paiva, endocrinologista, nutróloga e diretora do Centro Integrado de Terapia Nutricional (SP). Os itens imprescindíveis, aos quais a médica se refere, são os carboidratos complexos, presentes em cereais, pães, batata, mandioca, milho, leguminosas e que são também encontrados nas frutas e hortaliças. São eles, juntamente com os carboidratos simples (açúcar, frutose, lactose e glicose), os responsáveis pela geração de energia, facilmente estocada e utilizada ao longo do dia. A sacarose só tem um problema: em demasia - o que não é difícil ocorrer -, ela é armazenada sob a forma de triglicérides, levando ao sobrepeso e à obesidade. E olha que ele nem é tão calórico em pequenas doses: tem apenas quatro calorias por grama. "O uso equilibrado não traz riscos à saúde. O problema é a ingestão em grande quantidade", avisa Luana Stoduto, especialista em Administração de Serviços de Alimentação (SP).
energético por natureza
Não é apenas a soma de quilos a mais na silhueta que o abuso do alimento provoca. As cáries dentárias também estão associadas a ele. Mas, diferentemente do que se imagina, o branquinho irresistível não induz à diabetes. É a obesidade que leva a este e a outros males. "O uso exagerado aumenta o valor calórico das dietas e propicia o ganho de peso, que pode predispor a doenças, como hipertensão arterial e problemas cardiovasculares", ressalta Ellen Paiva. Isso é um desafio para o nosso País, que é um dos maiores produtores mundiais do alimento, com um consumo diário de 200 gramas por pessoa (quantidade considerada até baixa se comparada aos 400 gramas diários dos americanos, mas bastante alta se levados em conta os pouquíssimos benefícios oferecidos ao organismo). É durante o refinamento, processo em que são adicionados produtos químicos, como clarificantes, antiumectantes e conservantes, que o açúcar perde componentes valiosos e torna-se pobre em termos nutricionais. Sem desmerecer a importância da glicose (energia) fornecida ao organismo, Juliana Barancelli Pansardi, nutricionista (PR ), afirma que o problema está na qualidade extremamente baixa dessa glicose e nos malefícios causados pela sua ingestão. "O açúcar refinado possui as chamadas 'calorias vazias', ou seja, não tem nada a mais de nutrientes ou benefícios a oferecer", diz. Alimentos com alto teor de açúcar e aditivos possuem baixas quantidades de cromo, um dos minerais perdidos no refino. "O cromo é necessário para a manutenção dos níveis de glicose no sangue. Quando essa taxa esté descontrolada, pode ocorrer hiperatividade e aumento da agressividade", complementa.
Leia a baixo os conselhos que Ellen White nos deixou a respeito do açúcar, este mal tão presente em nossos dias e tão comentado!

CONSELHOS SOBRE O REGIME ALIMENTAR


Pág. 327
Açúcar
Açúcar não é bom para o estômago. Causa fermentação, e isto obscurece o cérebro e ocasiona mau humor. Manuscrito 93, 1901.
Em geral, usa-se demasiado açúcar no alimento. Bolos, pudins, massas folhadas, geléias e doces são causa ativa de má digestão. Especialmente nocivos são os cremes e pudins em que o leite, ovos e açúcar são os principais elementos. Deve-se evitar o uso abundante de leite e açúcar juntos. A Ciência do Bom Viver, págs. 301 e 302.
O açúcar abarrota o organismo. Entrava o trabalho da máquina viva.
Houve um caso em de Montcalm, Michigan, ao qual me referirei. Tratava-se de um nobre homem. Tinha um metro e oitenta de altura e era de belo aspecto. Fui chamada a visitá-lo, quando se achava doente. Já havia conversado com ele, acerca de sua maneira de viver. "Não me agrada o aspecto de seus olhos", disse-lhe eu. Ele usava grande quantidade de açúcar. Perguntei-lhe porque fazia isso. Disse que abandonara o uso da carne e não conhecia melhor substituto do que o açúcar. Seu alimento não o satisfazia, simplesmente porque a esposa não sabia cozinhar.
Sento-me com freqüência à mesa de irmãos e irmãs, e vejo que eles usam grande quantidade de leite e açúcar. Isto sobrecarrega o organismo, irrita os órgãos digestivos, e afeta o cérebro. Tudo quanto embaraça o ativo funcionamento do maquinismo vivo, afeta muito diretamente o cérebro. E segundo a luz que me foi dada, o açúcar, quando usado abundantemente, é mais prejudicial que a carne. Estas mudanças devem ser feitas com prudência, e o assunto deve ser tratado de maneira calculada a não desgostar e suscitar preconceito às pessoas a quem queremos ensinar e ajudar. Testimonies, vol. 2, págs. 369 e 370.
Não devemos ser dominados para pôr na boca alimento que produza uma condição mórbida, por mais que dele gostemos. Por quê? - Porque somos propriedade de Deus. Tendes uma coroa a conquistar, um Céu a ganhar, um inferno a evitar. Então, por amor de Cristo, eu vos pergunto: Quereis ter diante de vós a luz brilhando em raios límpidos e distintos, e desviar-vos-eis dela então, dizendo: "Eu gosto disto, e gosto daquilo"? Deus concita cada um de vós a começar a planejar, a cooperar com Ele em Seu grande cuidado e amor, para elevar, enobrecer e santificar toda a alma, e corpo e espírito, a fim de sermos coobreiros de Deus. ...
É melhor deixar em paz os doces. Deixai em paz aquelas sobremesas doces que são colocadas sobre a mesa. Não necessitais delas. Precisais de uma mente clara para pensar segundo a vontade de Deus. Review and Herald, 7 de janeiro de 1902.
Pág. 329

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/

 

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