Postagens populares

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Idade para doação de sangue é ampliada

No dia 14 de junho, Dia Mundial do Doador de Sangue, data escolhida para reforçar a necessidade e a importância do doador, o Ministério da Saúde decidiu ampliar a faixa etária para doação de sangue, com o objetivo de manter sempre uma quantidade adequada em estoque nos bancos de sangue de todo o país. A idade mínima, que antes era de 18 anos, passa a 16 anos; o limite máximo, desde que pais ou responsáveis autorizem o procedimento. A medida faz parte da Portaria 1.353, publicada pelo Ministério da Saúde no Diário Oficial (14/06) , Dia Mundial do Doador de Sangue e de 65 para 68 anos. Com a mudança, a Organização Mundial da Saúde pretende aumentar a coleta de bolsas anuais, atualmente de 3,5 milhões, para 5,7 milhões de bolsas de sangue.

Para doar sangue é necessário levar documento de identidade com foto, estar bem de saúde, ter agora idade entre 16 e 68 anos, pesar mais de 50kg, não estar em jejum (evitando alimentos gordurosos), não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas e não estar grávida nem amamentando.

Onde você deposita sua gordura?


Genes que produzem pessoas magras foram associados a problemas no coração e à Diabetes do tipo 2 - condições normalmente vinculadas ao excesso de peso.
O estudo, feito pelo Medical Research Council da Grã-Bretanha, sugere que variantes do gene IRS1 reduzem a gordura sob a pele, mas não têm efeito sobre a gordura presente nas vísceras, em torno de órgãos como o coração e o fígado - muito mais perigosa.
O trabalho foi publicado na revista científica Nature Genetics e envolveu estudos genéticos com 76 mil pessoas.
A associação entre as variantes genéticas e as doenças foi maior forte nos homens.
Magros
A chefe do estudo, Ruth Loos, pesquisadora da Epidemiology Unit do Institute of Metabolic Science, em Cambridge, na Inglaterra, disse que quando os cientistas perceberam a associação genética ficaram intrigados.
"Fizemos uma fascinante descoberta genética", disse Loos. E aconselhou:
"Não são apenas os indivíduos obesos que podem estar predispostos a essas doenças metabólicas. Indivíduos magros não devem pressupor que são saudáveis com base em sua aparência", disse Loos.
O médico Iain Frame, diretor de pesquisas da entidade de auxílio a diabéticos Diabetes UK, disse que o estudo pode "esclarecer por que 20% das pessoas com diabetes do tipo 2 sofrem da condição apesar de terem um peso saudável".
(A pesquisa) "também é uma mensagem clara de que pessoas magras não podem ser complacentes em relação à sua saúde".
Comentando o novo estudo, o médico Jeremy Pearson, um dos diretores da British Heart Foundation, entidade britânica de combate às doenças do coração, disse:
"Esses resultados reforçam a ideia de que, para riscos ao coração, é particularmente importante não apenas quão obeso você é, mas sim onde você deposita a gordura".
"A gordura armazenada internamente é pior para você do que a armazenada sob a pele".
"Entretanto, isto não elimina o fato de que ser obeso é ruim para a saúde do seu coração, então devemos continuar tentando ficar magros e em boa forma física".
(Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/bbc/2011/06/28/gene-da-magreza-e-associado-a-problemas-no-coracao.jhtm)

Estamos comendo plásticos???

      Selecionei aqui vários artigos que falam a respeito do Bisfenol A (BPA), ele não é um nutriente, é um tipo de plástico presente em algumas embalagens, mamadeiras e que certamente deve provocar danos ao meio ambiente e à nossa saúde, veja:

O Ministério Público Federal vai instaurar um inquérito para apurar os riscos da substância bisfenol A (BPA) à saúde, suspeita de causar doenças e proibida em outros países. Ela é utilizada na produção de garrafas plásticas, mamadeiras e outros produtos de plástico.
SXC
No Brasil, o BPA é utilizado na produção de garrafas plásticas, mamadeiras, copos para bebês, entre outros
No Brasil, o BPA é utilizado na produção de garrafas plásticas, mamadeiras, copos para bebês, entre outros
O inquérito foi instaurado pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão para apurar os eventuais efeitos nocivos à vida e à saúde das pessoas gerados pelo BPA, além da forma de regulamentação de seu uso pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), segundo informações do ministério.
O procurador Jefferson Aparecido Dias determinou que sejam solicitadas à Anvisa informações sobre a regulamentação da utilização do BPA, além de eventuais estudos existentes sobres seus aspectos nocivos.
O MPF informou que a preocupação sobre os riscos se sustenta em recentes pesquisas divulgadas por uma universidade norte-americana.
Para cientistas, o BPA seria causador de algumas doenças, como câncer de mama, distúrbios cardíacos, obesidade e hiperatividade. Grávidas e crianças pequenas merecem atenção especial.
A substância pode prejudicar as funções endócrinas e alterar o funcionamento do hormônio feminino estrogênio.
O BPA já foi proibido em outros países, como Canadá, Dinamarca e Costa Rica, e em alguns Estados norte-americanos.
No Brasil, o BPA é utilizado na produção de garrafas plásticas, mamadeiras e copos para bebês, entre outros produtos de plástico.(Folhauol/equilibrioesaude)




Bisfenol A ou BPA é um difenol, utilizado na produção do policarbonato de bisfenol A, o policarbonato mais comum, e de outros plásticos.  A susbtância é proibida em países como Canadá, Dinamarca e Costa Rica, bem como em alguns Estados norte-americanos, mas no Brasil ela é utilizada na produção de garrafas plásticas, mamadeiras e copos para bebês e produtos de plástico variados. (wikipedia)
     


 No site brasilescola, por Líria Alves:


 


A mamadeira que você usa para alimentar seu filho pode oferecer riscos à saúde dele. A matéria-prima para a confecção de mamadeiras, o plástico, tem como componente uma substância denominada Bisfenol A. Bisfenol A entra na composição do plástico para oferecer maleabilidade, ou seja, sem ela o plástico fica duro e quebradiço. Estudos mostram que o acúmulo deste aditivo pode provocar câncer, está também associado à puberdade precoce em meninas, uma vez que imita o hormônio Estrogênio. A substância em questão também está presente em outros objetos plásticos, mas veja agora por que crianças são alvo principal: 
 Quando aquecemos líquidos dentro da mamadeira, como o leite, por exemplo, esta desloca seus componentes (dentre eles o Bisfenol) para o líquido, sendo assim, o alimento vai ficar contaminado pelas substâncias presentes no plástico da mamadeira. Como as crianças são mais frágeis, acabam se tornando as maiores vítimas. 
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a quantidade de Bisfenol A presente em mamadeiras (0,6 mg/Kg) não afeta a saúde. Em contrapartida, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), aconselha a suspensão do uso alegando não haver níveis seguros: “na dúvida é melhor não arriscar”. 
Mas existem alguns plásticos que não contêm tal substância, é o chamado BPA-free, e por isso sua utilização vem crescendo muito, principalmente em países de primeiro mundo, como os Estados Unidos por exemplo. 
O melhor seria substituir a mamadeira de seu filho pelo copinho para servir líquidos, segundo especialistas, este método é mais seguro, uma vez que as mamadeiras são suspeitas de causar danos às articulações faciais e provocar alterações ortodônticas. 
No site: http://sbemsp.org.br
 O Bisfenol A (BPA) é um composto utilizado na fabricação de policarbonato, um tipo de resina utilizada na produção da maioria dos plásticos. O BPA também está presente na resina epóxi, utilizada na fabricação de revestimento de latas para evitar a ferrugem e prevenir a contaminação externa. Algumas empresas já desenvolvem produtos sem a presença do BPA, para evitar prejuízos à saúde do consumidor. Segundo os pesquisadores, o componente tem similaridade com o hormônio feminino e da tireoide. Ao entrar em contato com o organismo humano, principalmente durante a vida intrauterina, pode romper o sistema endócrino, por interação com os receptores desses hormônios, trazendo danos irreversíveis à saúde da população.

A substância atua tanto por ingestão como por contato com a pele e consequente absorção. O grande problema do uso do BPA é o fato de a substância se desprender e contaminar alimentos ou produtos embalados, pelo contato direto. O plástico contendo Bisfenol A tanto quando aquecido ou congelado apresenta uma contaminação ainda maior. De acordo com os especialistas,  ingerimos cerca de 10 microgramas de BPA por dia.


Em todos os países existem regulamentos específicos sobre os diferentes materiais em contato com alimentos, incluindo qualquer tipo de plástico, revestimentos de superfície (entre eles os vernizes, esmaltes e tintas) e os adesivos de embalagens. No caso da Legislação Brasileira, a diretiva da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil) é normalizada junto ao Mercosul e foi revista em março de 2008 (RESOLUÇÃO ANVISA Nº 17, DE 17 DE MARÇO DE 2008). Esta lei se baseia na da Comunidade Européia de 2004 (COMMISSION DIRECTIVE 2004/19/EC).Para o bisfenol A, o limite de migração máximo (LME, Limite de Migração Específico)permitido das embalagens para os alimentos e bebidas é de 0,6 mg/kg de material plástico.

Síndrome metabólica e obesidade: é melhor prevenir desde a infância


Síndrome metabólica é a associação de diversas doenças que se associam à obesidade, entre elas, alterações do metabolismo de glicose (resistência insulínica, intolerância à glicose), aumento da pressão arterial (hipertensão) e aumento das taxas de gordura no sangue (dislipidemia). A ocorrência de síndrome metabólica está associada a aumento de risco para diabetes tipo 2 (DM 2) e doenças cardiovasculares, entre elas, o derrame. Se antes era considerada uma doença tipicamente de adulto, com o aumento das taxas de obesidade infantil e em adolescentes, a presença de síndrome metabólica se faz em idades cada vez mais precoces.
A obesidade é o principal fator de risco para o desenvolvimento de síndrome metabólica. O aumento das taxas de sobrepeso e obesidade é o principal responsável pelo avanço de diabetes mellitus tipo 2 em crianças e adolescentes. Nos últimos 30 anos, a quantidade a criança com sobrepeso aumentou 100%. Crianças obesas possuem risco maior de desenvolver obesidade na vida adulta.
A definição de critérios diagnósticos para identificação precoce de crianças e adolescentes em risco de desenvolver síndrome metabólica, bem como DM 2 e doença cardiovascular, se faz cada vez mais importante. Diversos critérios existem, entretanto, a não uniformidade de parâmetros usados dificulta a comparação entre as diferentes populações. A Federação Internacional de Diabetes (IDF) publicou uma definição simplificada para critérios de síndrome metabólica em adultos e, mais recentemente, uma para crianças e adolescentes. Abaixo de dez anos de idade, não se recomenda fazer o diagnóstico de síndrome metabólica, mas na presença de obesidade abdominal, deve-se enfatizar a importância de redução de peso e reeducação alimentar, com ênfase em mudança de comportamento. Em crianças acima de dez anos, a síndrome metabólica pode ser diagnosticada pela presença de obesidade abdominal e de duas ou mais manifestações clínicas, entre elas: triglicérides aumentados, HDL baixo, hipertensão arterial ou hiperglicemia. Apesar de pressão arterial, perfil de lipídios, sensibilidade à insulina e dados antropométricos variarem de acordo com a idade e desenvolvimento puberal, devido a poucos dados disponíveis, optou-se por uma simplificação dos valores de corte.
Em nosso meio, o método mais comum para avaliação de obesidade é o índice de massa corporal (IMC), sendo que, em crianças e adolescentes, ele varia de acordo com sexo e idade. Crianças e adolescentes com IMC entre percentil 85 e 95 apresentam sobrepeso e com IMC acima de percentil 95 apresentam obesidade. A circunferência abdominal em criança, assim como em adultos, é um preditor independente de resistência insulínica, concentração sérica de lipídios e pressão arterial. Além disso, em indivíduos obesos com IMC semelhantes, a sensibilidade da insulina é menor naqueles com maior circunferência abdominal por aumento da adiposidade visceral. Por isso, a IDF utilizou a circunferência abdominal para avaliação de obesidade. Entretanto, circunferência abdominal apresenta variações étnicas importantes, necessitando de criação de padrões validados para as diferentes populações. Estudos em diferentes faixas etárias na população brasileira foram publicados recentemente.
A prevalência de síndrome metabólica está aumentando em todo o mundo, acompanhando a tendência global à obesidade. Em todos os estudos, há uma alta prevalência de síndrome metabólica entre crianças e adolescentes obesos. Entretanto, a não uniformidade de parâmetros avaliados para acessar a prevalência de síndrome metabólica resulta em números discrepantes, quando se compara diferentes critérios. Estima-se que a prevalência de obesidade em crianças e adolescentes brasileiros é de aproximadamente 14%. Em estudo com 99 crianças brasileiras, Silva e colaboradores identificaram uma prevalência de síndrome metabólica de 6%, sendo que em indivíduos obesos, ela subiu para 26,1%.
A síndrome metabólica é um complexo distúrbio metabólico resultante da perda de homeostase corporal. Fatores ambientais podem reprogramar o desenvolvimento fetal em períodos críticos, como forma de aumentar as chances de sobrevivência, resultando em alterações do metabolismo pós-natal, que irão persistir ao longo da vida adulta.
O excesso de ácidos graxos livres circulantes, associado ao excesso de tecido adiposo, resulta em resistência à ação da insulina nos tecidos, principalmente, no tecido adiposo, músculo e fígado, necessitando de secreção maior de insulina para manter a glicemia em valores normais.
A obesidade central, devido ao aumento de tecido celular subcutâneo abdominal, comparado com o aumento da gordura visceral, resulta em diferentes mecanismos de liberação de ácidos graxos livre. Enquanto na obesidade decorrente de aumento de tecido celular subcutâneo abdominal os ácidos graxos livres são liberados na circulação sistêmica, na obesidade visceral, os derivados de lipídios são liberados diretamente na circulação portal, alcançando o fígado e alterando mais intensamente seu metabolismo de produção de glicose, síntese lipídica e secreção de proteínas protrombóticas. Entretanto, ambas as obesidades estão associadas ao aumento pós-prandial de ácidos graxos livres.
O aumento do fluxo de ácidos graxos livres no fígado aumenta a produção de lipoproteína de muita alta densidade (VLDL), rica em triglicérides e apo-B. Uma redução no HDL também ocorre na síndrome metabólica, devido à presença de excesso de triglicérides, resultando em redução do conteúdo do colesterol no HDL e aumento de sua depuração da circulação. Há aumento do LDL com menor densidade e tamanho, devido à redução de colesterol, sendo esse LDL mais aterogênico, por ser mais tóxico para o endotélio.
O defeito na ação da insulina sobre o metabolismo de glicose resulta em falta de inibição da produção de glicose no fígado e nos rins e na inabilidade da insulina de promover entrada de glicose nos tecidos sensíveis a ela. O excesso de ácidos graxos livres pode levar a uma resistência insulínica nas células das ilhotas pancreáticas, aumentando o risco de estados hiperglicêmicos. A presença de hipertensão arterial também está associada à resistência insulínica e ao aumento de ácidos graxos.
A síndrome metabólica está associada a um quadro inflamatório. O excesso de tecido adiposo leva ao aumento da produção de interleucinas pró-inflamatórias pelos monócitos e macrófagos, incluindo interleucina 6, resistina, fator de necrose tumoral  e proteína C reativa e redução de proteínas anti-inflamatórias, como a adiponectina.
O diagnóstico precoce de crianças e adolescentes em risco para síndrome metabólica é crucial para a rápida intervenção e redução de riscos. Diversos fatores estão envolvidos na gênese da síndrome metabólica e, por isso, várias medidas devem ser tomadas para a sua prevenção. A prevenção da síndrome metabólica deve ser iniciada na gestação, com o controle de ganho de peso da gestante entre 9 a 12 kilos durante toda a gestação. A monitoração de gestante com a realização de pré-natal é fundamental para identificação e tratamento de agravos de saúde, tanto na gestante como no recém nascido, que podem levar a uma reprogramação do metabolismo, levando a um risco maior de síndrome metabólica. Em prematuros e mesmo em crianças a termo, deve-se evitar o ganho rápido de peso que também está associado à síndrome.
A amamentação com leite materno exclusivo até 5 a 6 meses de vida e sua manutenção no primeiro ano de vida está associada a uma proteção de obesidade. A principal causa de síndrome metabólica é a obesidade resultante da mudança no estilo de vida, que está acontecendo de forma acelerada no mundo globalizado. Os avanços tecnológicos levam a um estilo sedentário de vida, no qual coisas simples do dia a dia, como a presença de televisão em praticamente todas as casas e sempre com controle remoto, vidros elétricos nos carros, escadas rolantes e elevadores em edifícios e supermercados facilitam nossa vida e reduzem o gasto energético. Além disso, o menor tempo das crianças fora de casa, em atividades físicas com os amigos nas ruas e praças de nossas cidades, e o maior tempo gasto em atividades de pouco gasto energético, tais como assistir televisão, jogar videogames e usar computador várias horas por dia, leva a um desequilíbrio importante entre o quanto se consome e o quanto se gasta de calorias. Aliada a tudo isso está a violência das grandes cidades, devido à qual preferimos evitar sair de casa e fazemos a grande maioria de nossas atividades no lar, inclusive, comprando comida por telefone ou via internet. A mídia também tem um efeito intenso de seduzir as crianças ao consumo de fast food, com bombardeamento intenso de anúncios de lanches que dão brinquedos como brindes para quem comprá-los.
Um estilo de vida saudável começa por hábitos simples que podem facilmente ser mudados em nossa rotina diária. A mudança é sempre difícil, mas, a partir do momento em que se percebe sua importância e necessidade, ela se torna mais fácil. O controle de peso é fundamental para se reduzir o risco cardiovascular associado à síndrome metabólica. As mudanças iniciais no estilo de vida são:
Tomar café da manhã todos os dias e evitar o jejum prolongado por mais de 4 horas. O objetivo principal é manter a taxa de metabolismo alta. Jejum prolongado leva a uma redução da taxa de metabolismo, pois o organismo tenta poupar energia para manter as funções vitais. Portanto, o mito de deixar de almoçar ou jantar para perder peso é uma forma ineficaz de se emagrecer.
Começar as refeições do almoço e do jantar comendo verduras. Os primeiros momentos da refeição são quando estamos com mais fome e temos a tendência de comer mais rápido. Como as verduras possuem um teor calórico baixo, se exagerarmos em sua ingestão, não ganharemos peso. Além disso, como é um alimento rico em fibra, ele melhora o ritmo intestinal e reduz a absorção de nutrientes gerais, incluindo proteínas e gorduras. O uso de fibras insolúveis, como farelo de trigo, também pode ser feito durante a refeição.
Evitar a repetição dos pratos. Ao iniciar uma refeição, os hormônios que estimulam a fome estão muito altos. Com o início da alimentação, hormônios que são produzidos no estômago e nos intestinos e que inibem o apetite são liberados e devem alcançar regiões que regulam a fome, que se localizam no hipotálamo, na porção central do cérebro. Como seu transporte até hipotálamo demora alguns minutos (pode levar até 14 minutos), se pararmos de comer mesmo antes de nos sentirmos satisfeitos, provavelmente essa sensação sumirá após alguns minutos. Uma sugestão é comermos uma fruta como sobremesa após terminarmos o prato inicial de comida e evitarmos o segundo prato.
Atividade física diária de pelo menos 30 minutos. Dê preferência a atividades físicas lúdicas na infância, tais como andar com cachorro, pedalar bicicleta, pular corda, brincar de bambolê. A atividade física possui um efeito positivo na liberação de hormônio de crescimento e de leptina, um hormônio que regula a massa gorda. Estudos mostram que a atividade física tem um efeito adicional à dieta no controle de peso.
Dormir cedo e levantar cedo. O ritmo de sono e vigília de uma criança deve seguir o ritmo do dia e da noite, que rege também nosso ritmo circadiano. Diversos hormônios seguem esse ritmo e são produzidos durante o sono, entre eles o hormônio do crescimento, que é produzido na fase IV de sono profundo.
O ganho ponderal deve ser monitorado desde o nascimento. A redução da obesidade e o acompanhamento de crianças e adolescentes em risco para síndrome metabólica são importantes medidas para prevenção de doenças associadas, como é o acidente vascular cerebral.
Por Lília D'Souza-Li,  professora assistente do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp